I may need some inspiration.
I need it to guide me whenever the day is so cloudy I can not even see the tip of my own nose.
I need it to show me the path through the loneliness that is floating all over this world.
I need it to teach me the things I do not know yet and also to make my days worth living. And on the ceiling we will just sit and wait for an eternity if we need to.
I need it because my poetry does not have any meaning without it and seems barely empty and shallow.
I need it because I can not be this hollow.
How am I supposed to write a song or to sing along if I do not have the melody?
How am I supposed to look at the sky and count the stars if they do not shine for me?
How am I supposed to find you, I wonder...
I may need some inspiration.
Something to overcome all this emptiness.
But how am I supposed to find you... I wonder...
I may need some inspiration.
Quarta-feira, Setembro 16, 2009
Sábado, Setembro 05, 2009
As Cartas
Aí está algo que ninguém sabia. E é um segredo só dele. Algo que faz com que se sinta seguro, algo que faz com que ele se sinta amado. É a sua garantia de que, mesmo com o passar dos anos, e com a sua constituição megera, reclamona, avarenta e complicada, ele não vai se sentir sozinho, jamais.
Não sei se você sabem, mas, as vezes, as pessoas lutam pra se livrar de seus passados ou esquecê-los com todas as suas forças. Ele simplesmente usa o passado pra lhe dar mais força e mais esperança de que um dia as coisas caminhem na direção que ele próprio indicar.
E absorve toda a energia e todos os sentimentos daqueles papéis que estão na sua frente. Ele trata as cartas carinhosamente, abre-as e as lê uma a uma, cada palavra, cada traço, cada desenho...
E relembra.
O curioso é que, enquanto lê todas as declarações e mensagens amorosas, ele se pergunta o que fez ou como é possível que todas aquelas mulheres tenham se sentido tão seguras com ele. Tenham se sentido tão amadas em tão pouco tempo.
Com esse pensamento um frio percorre toda a extensão de sua coluna e ele se pergunta o porquê de não ter continuado nenhum daqueles relacionamentos. E como todos aqueles sentimentos acabaram na mesma velocidade que nasceram e se desenvolveram.
E se assusta com a idéia de que talvez a culpa seja dele. Na realidade ele sabe que a culpa foi dele, mas ainda gosta de se imaginar injustiçado.
E as perguntas não param de surgir em sua mente:
"O que foi que ela viu em mim?"
"O que eu fiz pra ela gostar tanto de mim?"
"Onde eu errei?"
"Onde eu acertei?"
"Onde ela está agora?"
"Eu provoco a minha própria solidão?"
"Será que estou sempre enganando as pessoas com quem eu me relaciono?!"
"E quando eu vou aprender a ser mais paciente com elas?"
"Eu traio a confiança delas?"
"É tudo uma mentira que eu mesmo crio?!"
Nesse momento ele se sentiu cansado. O peso dos anos que se passaram foi se acumulando sobre os seus ombros e ele se curvou por cima das cartas em uma tentativa desesperada de obter as respostas a todos esses questionamentos.
Ele morre de medo da solidão, mas ao mesmo tempo prefere ficar sozinho evitando assim magoar mais pessoas...
O que fazer quando a solidão é o maior mal e também é a única solução?
Não sei se você sabem, mas, as vezes, as pessoas lutam pra se livrar de seus passados ou esquecê-los com todas as suas forças. Ele simplesmente usa o passado pra lhe dar mais força e mais esperança de que um dia as coisas caminhem na direção que ele próprio indicar.
E absorve toda a energia e todos os sentimentos daqueles papéis que estão na sua frente. Ele trata as cartas carinhosamente, abre-as e as lê uma a uma, cada palavra, cada traço, cada desenho...
E relembra.
O curioso é que, enquanto lê todas as declarações e mensagens amorosas, ele se pergunta o que fez ou como é possível que todas aquelas mulheres tenham se sentido tão seguras com ele. Tenham se sentido tão amadas em tão pouco tempo.
Com esse pensamento um frio percorre toda a extensão de sua coluna e ele se pergunta o porquê de não ter continuado nenhum daqueles relacionamentos. E como todos aqueles sentimentos acabaram na mesma velocidade que nasceram e se desenvolveram.
E se assusta com a idéia de que talvez a culpa seja dele. Na realidade ele sabe que a culpa foi dele, mas ainda gosta de se imaginar injustiçado.
E as perguntas não param de surgir em sua mente:
"O que foi que ela viu em mim?"
"O que eu fiz pra ela gostar tanto de mim?"
"Onde eu errei?"
"Onde eu acertei?"
"Onde ela está agora?"
"Eu provoco a minha própria solidão?"
"Será que estou sempre enganando as pessoas com quem eu me relaciono?!"
"E quando eu vou aprender a ser mais paciente com elas?"
"Eu traio a confiança delas?"
"É tudo uma mentira que eu mesmo crio?!"
Nesse momento ele se sentiu cansado. O peso dos anos que se passaram foi se acumulando sobre os seus ombros e ele se curvou por cima das cartas em uma tentativa desesperada de obter as respostas a todos esses questionamentos.
Ele morre de medo da solidão, mas ao mesmo tempo prefere ficar sozinho evitando assim magoar mais pessoas...
O que fazer quando a solidão é o maior mal e também é a única solução?
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